Aproximações

As Aproximações são textos, de natureza ensaística, de reflexão sobre um determinado objecto (conceito, texto, filme, música, objecto de design, projecto de arquitectura…) que procuram envolver instrumentos e referências da semiótica. Todos os alunos estão convidados a escrever o seu ensaio de aproximação. O objectivo é, semanalmente, um texto novo ser publicado.

Deixo, como ponto de partida, um texto meu de aproximação à obra Ouve-se sempre a distância de uma voz de Rui Nunes.

5 responses to “Aproximações

  1. Parece-me, em essência, uma ideia interessante, mas claramente limitada pela nossa falta de conhecimento e domínio de conceitos na área da Semiótica.
    Gostaria de saber quais as suas sugestões para ultrapassar esse (talvez aparente) problema.

  2. É precisamente por não terem ainda “conhecimento e domínio” efectivo de conceitos e referências do campo da Semiótica que me parece importante, à medida que os vão conhecendo, testarem-nos e testarem a vossa capacidade de os utilizar. Os textos serão, assim, uma espécie de laboratório que pressupõe um exercício por mim acompanhado (com as possibilidades de reescrita daí decorrentes).

  3. Queria deixar já a minha proposta para pôr em pratica este “exercício” proposto, que tanto me entusiasma.
    Primeiro, porque me parece um texto cheio de conteúdo para esta disciplina e depois porque ando às voltas com ele à algum tempo, alguma coisa me faz ter fixado nele. Embora me pareça “areia de mais para a minha camioneta”.
    Assim fica aqui como forma de não me “escapar ” ao que proponho, nem sei por onde lhe pegar mas no processo espero descobrir.

  4. “— Se eu quisesse, enlouquecia. Sei uma quantidade de histórias terríveis. Vi muita coisa, contaram-me casos extraordinários, eu próprio… Enfim, às vezes já não consigo arrumar tudo isso. Porque, sabe?, acorda-se às quatro da manhã num quarto vazio, acende-se um cigarro… Está a ver? A pequena luz do fósforo levanta de repente a massa das sombras, a camisa caída sobre a cadeira ganha um volume impossível, a nossa vida… compreende?… a nossa vida, a vida inteira, está ali como… como um acontecimento excessivo… Tem de se arrumar muito depressa. Há felizmente o estilo. Não calcula o que seja? Vejamos: o estilo é um modo subtil de transferir a confusão e violência da vida para o plano mental de uma unidade de significação. Faço-me entender? Não? Bem, não aguentamos a desordem estuporada da vida. E então pegamos nela, reduzimo-la a dois ou três tópicos que se equacionam. Depois, por meio de uma operação intelectual, dizemos que esses tópicos se encontram no tópico comum, suponhamos, do Amor ou da Morte. Percebe? Uma dessas abstracções que servem para tudo. O cigarro consome-se, não é?, a calma volta. Mas pode imaginar o que seja isto todas as noites, durante semanas ou meses ou anos?”

    Herberto Helder

  5. Parabéns pela forma ambiciosa como decidiu aceitar o meu desafio. Conte com a minha disponibilidade para o ir acompanhando.

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